INSTITUI, NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE MARACANAÚ, A MEDALHA "CESARINA OLIVEIRA GOMES – MULHER, MÃE E GUERREIRA", EM HOMENAGEM À SUA MEMÓRIA E EM ALUSÃO À CAMPANHA OUTUBRO ROSA, DESTINADA A HOMENAGEAR PESSOAS E INSTITUIÇÕES QUE SE DESTACAM NA PREVENÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMBATE AO CÂNCER DE MAMA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A criação da Medalha "Cesarina Oliveira Gomes – Mulher, Mãe e Guerreira" é uma forma de reconhecer e valorizar o trabalho de pessoas e instituições que se destacam na luta contra o câncer de mama, promovendo a conscientização, prevenção e combate a essa doença. Além disso, a homenagem também visa honrar a memória de Cesarina Oliveira Gomes, que foi uma guerreira na batalha contra o câncer de mama. Este projeto de lei é de extrema importância para incentivar e reconhecer o trabalho de todos aqueles que dedicam suas vidas a essa causa tão nobre.
Biografia - Cesarina Oliveira Gomes
Uma vida dedicada à família, à educação, à fé e à comunidade
Cesarina Oliveira nasceu na pequena localidade de Mata Fresca, no município de Guaiúba. Filha de Teresa de Jesus e Cosme de Oliveira, ainda jovem mudou-se com os pais para Pajuçara, em Maracanaú, lugar onde construiria sua vida, sua família e uma história que permaneceria viva na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.
Desde muito cedo, Cesarina revelou sua vocação para ensinar. Começou a dar aulas na própria comunidade e tornou-se uma das primeiras professoras a lecionar em Pajuçara. Naquele tempo, quando os recursos eram poucos e o acesso à educação ainda era uma realidade distante para muitas pessoas, sua sala de aula funcionava na Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Ao lado de sua amiga Ambrosina, dividia aquele espaço para ensinar e alfabetizar pessoas que carregavam o sonho de aprender a ler e a escrever.
Ali, entre livros, cadernos e o desejo de aprender, Cesarina ajudou a transformar vidas. Seu trabalho ia muito além da sala de aula: ela oferecia conhecimento, oportunidade e esperança.
Foi também em Pajuçara que conheceu Benedito Gomes, seu esposo e companheiro de vida. Juntos, constituíram uma família e tiveram cinco filhos: Cristina Oliveira, Rita Cristiane, Maria Cristima, Cristóvão José e Izabel Cristina.
Profundamente católica, Cesarina tinha na fé uma de suas maiores forças. Era atuante na Igreja e participava com dedicação das quermesses e das diversas atividades religiosas e comunitárias. Sua presença era constante e sua disposição para colaborar fazia dela uma pessoa querida e respeitada por todos.
Sua vocação para a educação continuou a acompanhá-la ao longo da vida. Tornou-se professora do Colégio Rodolfo Teófico, onde trabalhava em dois turnos. Era uma profissional dedicada, conhecida e muito querida por seus alunos, colegas, familiares e por toda a comunidade.
Foi em Pajuçara que Cesarina construiu sua vida e criou seus filhos. Ali, sua família cresceu e se fortaleceu. Com o passar dos anos, muitos familiares passaram a morar na mesma rua, a Rua Pedro Caetano de Paiva, em Maracanaú.
Sua casa era muito mais do que um lar. Era um lugar de encontro, acolhimento e afeto. Tinha as portas abertas para familiares, amigos, vizinhos e pessoas da comunidade. Quem chegava encontrava sempre uma palavra amiga, um gesto de carinho e, muitas vezes, a disposição de Cesarina para ajudar.
Em meados de 1986, porém, sua vida foi atravessada por uma difícil notícia: Cesarina foi diagnosticada com câncer de mama.
Naquela época, os tabus, os medos e a falta de informação faziam com que muitas pessoas demorassem a procurar atendimento médico. Quando buscou ajuda, a doença já exigia a retirada do tumor e da mama.
A partir daquele momento, iniciou uma nova e dolorosa batalha.
Durante os anos seguintes, Cesarina enfrentou a doença com tratamentos, terapias, orações e uma fé que nunca deixou de acompanhá-la. Foram anos difíceis, marcados pela dor e pelas incertezas, mas também por esperança, coragem e pelo desejo de permanecer ao lado daqueles que mais amava.
No final de 1989, no mês de dezembro, depois de tantas batalhas, Cesarina descansou.
Em sua própria casa, onde havia passado os últimos meses recebendo cuidados paliativos, partiu serenamente, em uma manhã, ao lado de suas filhas Cristina e Cristiane, que naquele momento seguravam suas mãos.
Sua partida deixou uma dor que atravessou toda a família.
Para seus pais, foi preciso enfrentar uma das dores mais difíceis que a vida pode impor: ver uma filha partir antes deles, diante daquilo que muitos consideram a inversão da ordem natural da vida.
Para seus filhos, que tinham entre 10 e 19 anos, a perda da mãe deixou uma ausência profunda e insubstituível. Não importa a idade que se tenha: a falta de uma mãe deixa um espaço que ninguém consegue ocupar.
Também sentiram profundamente sua partida seus irmãos, familiares, amigos, alunos e toda a comunidade que a conhecia e amava.
Ficou a saudade.
Ficou a sensação de que ela poderia ter permanecido mais tempo. De que ainda havia abraços a serem dados, conversas a serem compartilhadas, histórias a serem vividas e momentos que poderiam ter sido desfrutados juntos.
Mas, acima de tudo, ficaram as lembranças de uma vida inteira.
Ficou seu sorriso constante.
Ficou sua fé.
Ficou sua dedicação à educação.
Ficou sua disposição para ajudar.
Ficou a casa de portas abertas.
Ficou a força de uma mulher que enfrentou as adversidades sem deixar de acreditar.
Ficou o exemplo de uma mãe que dedicou sua vida aos filhos e à família.
Ficou a lembrança de uma professora que ajudou outras pessoas a descobrir o poder transformador da educação.
Ficou a presença de uma mulher que fez parte da história de Pajuçara e que, de diferentes maneiras, ajudou a construir a comunidade onde viveu.
Cesarina foi mulher, mãe, filha, esposa, professora, amiga e companheira.
Foi alguém que ensinou, acolheu, cuidou e deixou marcas profundas na vida daqueles que estiveram ao seu redor.
Cesarina Oliveira partiu em dezembro de 1989, mas sua história não terminou ali.
Ela continua presente na memória de seus filhos, de sua família e de todos aqueles que tiveram a felicidade de compartilhar um pedaço de sua caminhada.
O tempo passou, mas o amor permaneceu.
E é esse amor que mantém viva a sua história.
Porque algumas pessoas deixam saudade.
Outras deixam exemplos.
Cesarina deixou os dois.
E, acima de tudo, deixou amor — um amor que o tempo não apaga, que a ausência não diminui e que continuará sendo contado e lembrado pelas gerações de sua família
| Data | Fase | Vinculação | Situação | Observação |
|---|---|---|---|---|
| 08/09/2026 08:20:04 | CADASTRADO | AGENTE: Teresa Cristina de Oliveira Gomes | CADASTRADO | |
| 08/09/2026 08:51:17 | LEITURA NO EXPEDIENTE | 51ª (QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA) SESSÃO ORDINÁRIA DA 2ª (SEGUNDA) SESSÃO LEGISLATIVA (01/01/2026 À 31/12/2026) DA 11ª (DÉCIMA PRIMEIRA) LEGISLATURA (2025 - 2028) DE 9 DE SETEMBRO DE 2026 - LEITURA DO EXPEDIENTE mais | EM TRAMITAÇÃO |
| Nome | Cargo | Orgão |
|---|---|---|
Vossa Senhoria Raphael Pessoa Mota |
Presidente da Câmara Municipal de Maracanaú |
Maracanaú |
ART. 1º FICA INSTITUÍDA, NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE MARACANAÚ, A MEDALHA “CESARINA OLIVEIRA – MULHER, MÃE E GUERREIRA”, EM HOMENAGEM À MEMÓRIA DE CESARINA OLIVEIRA, MULHER E MÃE GUERREIRA QUE LUTOU CONTRA O CÂNCER DE MAMA, DESTINADA A RECONHECER E HOMENAGEAR PESSOAS, PROFISSIONAIS, INSTITUIÇÕES E ENTIDADES QUE TENHAM SE DESTACADO NA PREVENÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO, DIAGNÓSTICO PRECOCE, TRATAMENTO, ACOLHIMENTO E COMBATE AO CÂNCER DE MAMA.
ART. 2º A MEDALHA “CESARINA OLIVEIRA GOMES – MULHER, MÃE E GUERREIRA” SERÁ CONCEDIDA ANUALMENTE, DURANTE O MÊS DE OUTUBRO, EM ALUSÃO À CAMPANHA OUTUBRO ROSA, MOVIMENTO DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A PREVENÇÃO E O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA.
ART. 3º A MEDALHA SERÁ CONCEDIDA ANUALMENTE A ATÉ 03 (TRÊS) HOMENAGEADOS, OBSERVADOS OS CRITÉRIOS ESTABELECIDOS NESTA LEI.
ART. 4º PODERÃO SER HOMENAGEADAS PESSOAS FÍSICAS, RESIDENTES OU NÃO NO MUNICÍPIO DE MARACANAÚ, BEM COMO INSTITUIÇÕES, ENTIDADES OU ORGANIZAÇÕES QUE TENHAM DESENVOLVIDO ATUAÇÃO DE RELEVANTE INTERESSE SOCIAL, COMUNITÁRIO, INSTITUCIONAL OU PROFISSIONAL RELACIONADA À PREVENÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMBATE AO CÂNCER DE MAMA, ESPECIALMENTE NAS SEGUINTES ÁREAS:
I – PROMOÇÃO DE CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O CÂNCER DE MAMA;
II – INCENTIVO À PREVENÇÃO E À REALIZAÇÃO DE EXAMES PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE;
III – DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES EDUCATIVAS E INFORMATIVAS VOLTADAS À SAÚDE DA MULHER;
IV – ATUAÇÃO PROFISSIONAL OU VOLUNTÁRIA NO ACOLHIMENTO, APOIO E ACOMPANHAMENTO DE PESSOAS DIAGNOSTICADAS COM CÂNCER DE MAMA;
V – CONTRIBUIÇÃO PARA O TRATAMENTO, ASSISTÊNCIA E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES ONCOLÓGICOS;
VI – DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS SOCIAIS, COMUNITÁRIOS OU INSTITUCIONAIS VOLTADOS À PREVENÇÃO E AO COMBATE AO CÂNCER DE MAMA;
VII – INCENTIVO À HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO E AO FORTALECIMENTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE;
VIII – APOIO ÀS FAMÍLIAS E ÀS PESSOAS QUE ENFRENTAM O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA; E
IX – OUTRAS INICIATIVAS DE RELEVANTE CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVENÇÃO, CONSCIENTIZAÇÃO, COMBATE E ENFRENTAMENTO DO CÂNCER DE MAMA.
ART. 5º A MEDALHA PODERÁ SER CONCEDIDA A PESSOAS QUE TENHAM PRESTADO RELEVANTES SERVIÇOS À SOCIEDADE, INDEPENDENTEMENTE DE PROFISSÃO, CARGO, FUNÇÃO OU ÁREA DE ATUAÇÃO, DESDE QUE SUA TRAJETÓRIA ESTEJA RELACIONADA AOS OBJETIVOS DESTA LEI.
ART. 6º A INDICAÇÃO DOS HOMENAGEADOS PODERÁ SER REALIZADA POR:
I – VEREADORES E VEREADORAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ;
II – MESA DIRETORA;
III – PROCURADORIA DA MULHER DA CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ;
IV – COMISSÕES PERMANENTES DA CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ; E
V – ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL, MEDIANTE INDICAÇÃO FORMAL, OBSERVADOS OS CRITÉRIOS ESTABELECIDOS NESTA LEI.
ART. 7º A QUANTIDADE DE HOMENAGEADOS SERÁ DEFINIDA ANUALMENTE PELA CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ, OBSERVADO O LIMITE PREVISTO NO ART. 3º DESTA LEI.
ART. 8º A SOLENIDADE DE ENTREGA DA MEDALHA SERÁ REALIZADA, PREFERENCIALMENTE, EM SESSÃO SOLENE OU EVENTO OFICIAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ, DURANTE O MÊS DE OUTUBRO, EM ALUSÃO À CAMPANHA OUTUBRO ROSA.
ART. 9º A MEDALHA SERÁ ACOMPANHADA DE DIPLOMA OU CERTIFICADO DE HOMENAGEM, CONTENDO O NOME DA PESSOA OU INSTITUIÇÃO HOMENAGEADA, A DENOMINAÇÃO DA HONRARIA E A JUSTIFICATIVA DE SUA CONCESSÃO.
ART. 10. A DENOMINAÇÃO DA MEDALHA CONSTITUI HOMENAGEM À MEMÓRIA DE CESARINA OLIVEIRA, MULHER, MÃE E GUERREIRA QUE ENFRENTOU COM CORAGEM A LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA, DEIXANDO COMO LEGADO VALORES DE FÉ, FORÇA, PERSEVERANÇA, AMOR À FAMÍLIA E ESPERANÇA.
PARÁGRAFO ÚNICO. A HOMENAGEM SIMBOLIZA A LUTA DE TODAS AS MULHERES QUE ENFRENTAM OU ENFRENTARAM O CÂNCER DE MAMA, BEM COMO A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO, DO DIAGNÓSTICO PRECOCE, DO TRATAMENTO ADEQUADO, DO ACOLHIMENTO E DO APOIO ÀS PESSOAS ACOMETIDAS PELA DOENÇA E ÀS SUAS FAMÍLIAS.
ART. 11. A CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ PODERÁ ESTABELECER, POR MEIO DE RESOLUÇÃO, ATO DA MESA DIRETORA OU REGULAMENTO PRÓPRIO, OS PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA INDICAÇÃO, SELEÇÃO, CONCESSÃO E ENTREGA DA MEDALHA.
ART. 12. ESTA LEI ENTRA EM VIGOR NA DATA DE SUA PUBLICAÇÃO.